quinta-feira, 30 de abril de 2015

"INTIMIDADE" - Soares Teixeira





Mar
e habitar o instante sem nome
do poema a acontecer
nos lábios líquidos das ondas

céu
e beber o azul da flor do horizonte
numa demora da alma que se ilumina
até ao fundo do mistério

navegar
e ser silêncio segredado
à íntima vastidão dos espaços
que se abrem à sede das pálpebras



Soares Teixeira – 30-04-2015
(© todos os direitos reservados)

Sem comentários:

Enviar um comentário

QUASE UM POEMA DE AMOR - MIGUEL TORGA

  Quase um Poema de Amor Há muito tempo já que não escrevo um poema De amor. E é o que eu sei fazer com mais delicadeza! A nossa natureza Lu...