Leitura expressiva de parte do Primeiro Capítulo do livro "APENAS MIÚDOS", de Patti Smith
Leitura expressiva de parte do Primeiro Capítulo do livro "APENAS MIÚDOS", de Patti Smith
POEMA DCCCL
DESPIU-SE DEFRONTE DO ESPELHO FRIO
despiu-se defronte do espelho frio
olhou-se demoradamente
analisou ruga a ruga a ruína a que chegara
o corpo descarnado
os seios pendentes e mirrados
os olhos mortiços
a cerviz vergada
o que por ela poderia alguém sentir?
náusea?
dó?
quem por ela poderia sentir algo?
doentes?
os rejeitados do mundo?
os velhos da sua idade?
e esses para que os quereria ela?
para chorarem a par?
finalmente o espelho deixara de lhe mentir
deixava de lhe servir
cuspiu asco
guardou as memórias numa caixa dourada
apagou o candeeiro
entregou-se às trevas
fechou-se na solidão e saiu na última paragem
Joaquim Murale, in “o ÀSPERO
TEMPO DAS MARIONETAS”, pág 204
Seda Publicações - 2022
MERDA Os efeitos da cocaína ideológica não dependem dos narizes. Nuns e noutros, as fossas nasais são iguais. Os efeitos da chama escatol...