11 DE SETEMBRO
Ano de 2001.
Estados Unidos da América.
Gente a ser gente
caminha nos aeroportos.
Entre essa gente a ser gente
vão répteis com forma de gente,
mas que não é gente
– são consciências intoxicadas,
fantasmas drogados pela ideologia,
com a missão de matar, destruir
e semear medo.
Os aviões fazem-se aos céus
e, entre gente a ser gente,
os répteis com forma de gente
saem dos seus lugares.
Os fantasmas drogados
deixam a forma de gente
e a essência de réptil
para se transformarem
em linhas de fanatismo,
estupefaciente com cem por cento
de assassina pureza,
para a sua overdose final.
Gente a ser gente
deixou de ser gente
que podia estar aqui,
vinte e cinco anos depois,
para continuar a ser gente
e a dar frutos de gente
– mas não está.
Drogados de ideologia
transformaram em armas
aviões com gente dentro
e gente a ser gente,
– gente de verdade –,
no ar, em prédios e no chão,
foi vítima do fanatismo;
droga que alucina,
droga de cobardia.
Gente a ser gente na memória
diz-nos, lá do cimo do martírio:
Cuidado com a igualdade das formas;
há répteis com forma de gente,
mas que são drogados de ideologia.
Gente a ser gente na memória,
gente presente, lança-nos o aviso:
CUIDEM DA LIBERDADE!
Soares Teixeira – 11 de Setembro de 2026
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