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terça-feira, 28 de novembro de 2023

domingo, 26 de fevereiro de 2023

CLEONICE BERARDINELLI

 

Soares Teixeira e Cleonice Berardinelli

A 31 de Janeiro de 2023, com 106 anos, deixou-nos a Grande Professora Cleonice Berardinelli, Imortal da Academia Brasileira de Letras. Tive oportunidade de escutar algumas das suas brilhantíssimas palestras e também de algum convívio (Portugal/Espanha/Brasil), com esta ilustríssima - e amabilíssima - especialista da Literatura Portuguesa.

A foto acima, onde estou com a insigne Professora, é de 2010 e foi tirada em Santiago de Compostela, por ocasião de um Congresso.

domingo, 6 de novembro de 2022

"OS LUSÍADAS" - CANTO V - LUÍS DE CAMÕES



"OS LUSÍADAS" - CANTO V






Canto V

Continua a narração de Vasco da Gama. Conta agora como foi a viagem da Frota Lusa desde Lisboa até Melinde referindo-se aos fenómenos da natureza que naqueles desconhecidos mares e céus os nautas portugueses observaram: O Cruzeiro do Sul, O Fogo de Santelmo, A Tromba Marítima. Peripécia de Fernando Veloso entre os nativos africanos. Episódio do Gigante Adamastor, que pode ser dividido em três elementos: 1 – Teofania (encontro com uma divindade): surge uma grande tempestade, os nautas, temem pela sua sorte, avistamento do Gigante Adamastor; 2 – Prolepse: o poeta, em meados do séc. XVI, fala de acontecimentos passados, porém futuros para o Gama, no início desse mesmo século.; 3 – Écloga marinha: a paixão não correspondida de Adamastor por Tétis. Vasco da Gama refere-se ainda ao terrível e mortal escorbuto. Alegria pela chegada a Melinde e demonstração de admiração por parte dos melindanos pela tremenda aventura dos portugueses. O canto V termina com Camões a criticar a iliteracia dos seus conterrâneos. 





 

sábado, 23 de julho de 2022

CULTURA SEMPRE


 

Soares Teixeira e Pilar del Rio

 

Com Pilar del Rio (mulher de José Saramago) numa das minhas inúmeras participações/encontros culturais - que continuam e continuarão!



domingo, 3 de julho de 2016

"ANUNCIAÇÕES", de MTH, EM DEBATE NO PALÁCIO FRONTEIRA


Fotografia tirada aquando do Curso promovido pela Fundação das Casas de Fronteira e Alorna sobre o mais recente livro de Maria Teresa Horta, Anunciações" e que teve lugar dias 29 e 30 de Julho.

domingo, 26 de junho de 2016

FOTOGRAFIA DE SOARES TEIXEIRA E MARIA TERESA HORTA

Eu e Maria Teresa Horta na Feira do Livro de Lisboa. 11de Junho de 2016.

Autógrafo de Maria Teresa Horta, no Livro "Anunciações"


Capa do Livro "Anunciações", de Maria Teresa Horta


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

"A MULHER LIBERTA" - Soares Teixeira






Onde estava o arado do canto?
onde estava o trigo da dança?
já nem sequer um sonho a cingir a cintura
já nem sequer uma concha de luz
seria ilusão aquela estrada sem destino?

pequenos passos
rapidamente guardados nos instantes
horizonte insatisfeito
sem asa de poema por cúpula
sem som de flauta por chão

mas eis que aconteceu…
a pequena chama que crepitava no peito
fez-lhe sentir o Sol à sua altura
e ela gritou
gritou-se!
erguendo bem alto os braços
como dois mastros de liberdade

depois já sem peso nos pés
já sem espinho na respiração
já sem véus de medo
chorou
e as suas lágrimas abraçaram
o voltar a ser a mulher
na manhã de uma íntima praia



Soares Teixeira – 10-02-2016
(© todos os direitos reservados)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

"O TEMPO VIRÁ" - Soares Teixeira




Algum dia
num astro
vivi
o ser peixe
a nadar dentro de mim
e ser pássaro
a voar para outro fim

depois acordei
ou adormeci
não sei
e vim dar comigo
nesta sede de azul

o tempo virá
em que regressarei
à água que serpenteia na luz
e então sonharei
com o carro solar
que agora me conduz


Soares Teixeira – 08-10-2015
(© todos os direitos reservados)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

"A FOTOGRAFIA" - Soares Teixeira




Eu ia num navio
à popa
e do convés olhava
como se voasse de dentro para fora de mim
de dentro para fora…
de fora para dentro…
em círculos
lentamente
sem qualquer pressa no prazer ou no ser
do meu lado esquerdo as terras do adeus
do meu lado direito as terras do nunca mais
é também assim o navio da vida
assim mesmo…
nenhuma pedra se repete
nenhum vento se repete
porque a pedra de hoje é o que eu sou ao vê-la hoje
- amanhã é outra porque eu serei outro
porque o vento de hoje é o que eu sou ao senti-lo hoje
- amanhã é outro porque eu não serei o mesmo
O céu crescia-me no peito de pássaro
no mar um rasto de espuma e outro de sol
Tirei uma fotografia à alma do instante
revejo-a agora com um sorriso marinheiro
não está lá, mas está
sim está!
vejo-o nitidamente e lembro-me de o ter sentido
tanto e tanto no meu convés de pestanas e abandono
lá está ele
esse rasto de saudade
a nascer do eu ser navio com casco de emoção
navio sim
imenso
como um sonho de Além
como um murmúrio a deslizar
dentro de um sopro de eternidade


Soares Teixeira – 07-10-2015
(© todos os direitos reservados)

11 DE SETEMBRO - SOARES TEIXEIRA

11 DE SETEMBRO Setembro, dia 11. Ano de 2001. Estados Unidos da América. Gente a ser gente  caminha nos aeroportos. Entre essa gente a ser g...