Ontem, depois de assisir a um recital de poesia por Luis Machado fui a Politeama ver "Piaf". Não é fácil colocar em palco a vida terrível e tremenda de um dos maiores mitos da canção de todos os tempos. Edith Piaf em tudo foi excesso; a miséria absoluta dos seus primeiros anos de vida haveriam de marcar uma existência dolorosa e conturbada. Ficou a voz potente, magnética e peregrina. Aquela fraca figura tinha um poder único: a voz, a voz que nos emociona e nos faz transcender. Fica também a lição: às vezes uma pobre e insignificante criatura pode ter dentro de si um diamante raro e tornar-se a glória de um país. Piaf contribui mais para a reflexão sobre a condição humana do que muitos filósofos.
Vanda Stuart no papel de Piaf esteve à altura. La Feria mais uma vez de parabéns. Ontem tive oportunidade de dizer isso mesmo aos dois.
Soares Teixeira
domingo, 11 de outubro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
EQUAÇÃO - SOARES TEIXEIRA
EQUAÇÃO Mar meu trabalho minha profissão de raíz líquida e flor estrelada em que o caule era eu minha distância salgada entr...
-
A FALÉSIA A casa estava ancorada à beira da falésia mais alta do mundo. Durante as tempestades o vento empurrava-a para a garganta do ma...
-
A NOITE A noite veio de dentro, começou a surgir do interior de cada um dos objectos e a envolvê-los no seu halo negro. Não tardou que...
-
A 6 de agosto de 1945 foi lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima a primeira bomba nuclear da História. Estima-se que 7 0 mil pesso...
Sem comentários:
Enviar um comentário