Fujo da sombra; cerro os olhos: não há nada.
A minha vida nem consente
rumor de gente
na praia desolada.
Apenas decisão de esquecimento:
mas só neste momento eu a descubro
como a um fruto rubro
de que, sem já sabê-lo, me sustento.
E do Sol amarelo que há no céu
somente sei que me queimou a pele.
Juro: nem dei por ele
quando nasceu.
David Mourão-Ferreira, in "Tempestade de Verão"
https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Mour%C3%A3o-Ferreira
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
O FUNCIONÁRIO CANSADO - ANTÓNIO RAMOS ROSA
O Funcionário Cansado A noite trocou-me os sonhos e as mãos dispersou-me os amigos tenho o coração confundido e a rua é estreita estreita em...
-
Poema 'ROMANCE DE UM FILHO DE UM EMIGRANTE' de Mendes de Carvalho dito por Soares Teixeira
-
Os dez Cantos de "OS LUSÍADAS" num só vídeo. Leitura de Soares Teixeira.
-
A FALÉSIA A casa estava ancorada à beira da falésia mais alta do mundo. Durante as tempestades o vento empurrava-a para a garganta do ma...
Sem comentários:
Enviar um comentário